A DOR TE IMPULSIONA OU TE PARALISA?

A DOR TE IMPULSIONA OU TE PARALISA?

Em um belo dia em busca de distração, resolvi assistir um filme, liguei a televisão e comecei a trocar de canal, e me deparo com um programa desses que passam no período da tarde que falava sobre dor, isso mesmo, DOR! Eu comecei a ver o tal programa, mas o motivo pelo qual o assunto prendeu a minha atenção foi porque eu estava sentindo dor no nervo ciático, após uma série de exercícios realizados na academia.


Mesmo sentindo dores terríveis na região lombar, continuei a realizar minhas atividades rotineiras normalmente, entretanto a palavra DOR repercutiu com mais intensidade a semana inteira, fosse nos assuntos que eram corriqueiros ou mesmo conversando com outras pessoas; acredito que seja devido ao foco, a atenção que eu estava dando naquele momento para dor que eu estava sentindo, ou seja, aquilo que você foca se expande!


Durante este período observei como homens e mulheres tratavam as suas dores, cada à sua maneira. Os homens não davam muita importância, com falas do tipo “não é nada grave”. As mulheres mencionavam suas dores com apego, aliás estavam tratando e alimentando-as como se fosse alguém muito íntimo, dando muito carinho para elas: ah, eu tenho medo de ficar sozinha, por isso que eu estou com ele, dói muito sabe?! Está doendo ver meu corpo acima do peso, mas eu estou tentando! Vou levando a minha vida…


Mil e uma desculpas dadas por elas para evitar ou disfarçar o sofrimento, entretanto os dias e anos vão passando, e aquela dor continua ali, escondida, maquiada e bem disfarçada de conformismo. Observo mulheres que se humilham, sofrem (in)felizes para manter um padrão de beleza, outras sendo maltratadas e humilhadas por seus companheiros, pois temem a dor de ficarem sozinhas. Engolem caladas desaforos familiares e de seus empregos, pois têm medo de tomarem uma atitude e se arrependerem. Sofrem por antecedência, digo velam o “morto” antes da hora, tudo para evitar a dor do sofrimento. A triste realidade é que estas mulheres pararam no tempo, sim, a dor que poderia motivá-las para transformar suas vidas, as fizeram parar.


Portanto a dor que paralisa algumas mulheres, é vista como um alarme por outras, um alarme gritando na sua cabeça ou no seu corpo: hellouuuu, faça alguma coisa por nós, mude a sua situação agora!! Neste momento você deve estar se perguntando: como que a dor pode impulsionar alguém à mudanças? Sabe-se que não há muito que se possa fazer para evitá-la, então aceite a dor, aceite o fato: minha vida está ruim, aliás uma merda, o que fazer  para mudar? As pessoas ao meu redor me ofendem, me agridem com palavras e comportamentos desagradáveis… ok?! Mas, até quando irá permitir que te machuquem e te tratem da maneira que não merece? A sua relação amorosa está uma bosta, você não está satisfeita com seu emprego, então aceite e encare de frente, transforme esta dor em mudanças para sua vida, mude o rumo dos acontecimentos, tome uma atitude, e pare de sofrer por antecipação.


Lembra que bem no início deste texto eu mencionei que estava sentindo dor no nervo ciático? Pois bem, esta dor não me paralisou, não! Esta dor, fez com que eu tomasse uma atitude, voltar a fazer atividade física, pois eu tinha medo de ficar refém da dor e de remédios. Poderia ficar aqui mencionando inúmeros exemplos onde usei a dor para mudar e transformar a minha vida.


Entretanto, desejo que lembre sempre que só existem dois tipos de dor: a dor que te faz refém, que te paralisa no tempo, e aquela dor que te impulsiona a mudar, a transformar a sua vida.

Toda mudança dói, continuar do mesmo jeito também. Qual você escolhe? Desejo que escolha a dor que te faça mudar e a construir uma nova história. Um começo já, você pode e merece o melhor sempre.

Jhane Mendes
colunista | [email protected] | + posts

Formada em psicologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto (FAIESP), 2016. Atua  na como Psicóloga clínica e na área de gestão de pessoas. Apaixonada  pelo comportamento humano e suas complexidades. Meu propósito é ajudar  as pessoas, especialmente mulheres a conquistarem  a sua melhor versão, proporcionando autoconhecimento e agregando valor  a suas vidas.

Jhane Mendes

Formada em psicologia pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas Sobral Pinto (FAIESP), 2016. Atua  na como Psicóloga clínica e na área de gestão de pessoas. Apaixonada  pelo comportamento humano e suas complexidades. Meu propósito é ajudar  as pessoas, especialmente mulheres a conquistarem  a sua melhor versão, proporcionando autoconhecimento e agregando valor  a suas vidas.

Deixe uma resposta

ArabicEnglishFrenchItalianPortugueseSpanish
Instagram
Facebook
Facebook
Twitter
Visit Us