Como começar a investir no exterior

Como começar a investir no exterior

Quando decidi, definitivamente, dar uma virada na minha vida esquematizei o que eu queria e o que eu precisava. Comecei essa caminhada após me casar em 2016 e sempre tive pleno apoio do meu marido – que segue até hoje sendo meu maior incentivador. #heforshe #elesporelas

Sendo assim, busquei o máximo de conhecimento de acordo com o que eu havia delineado. E algo que passou a me chamar a atenção foi o mercado de investimentos, mais especificamente investimentos fora do Brasil. Pesquisando na internet, me deparei com uma fonte muito rica de informação a respeito, o Investidor Internacional, projeto de muito valor do Raphael Monteiro. Abaixo, replico um artigo dele que pode ajudar você a ampliar seu campo de ideias, perspectivas e opções junto à investimentos internacionais, visualizando que é uma prática acessível, não importa onde você esteja. Lembre-se da regra de ouro: conhecimento é poder.

Veja algumas dicas para começar seu planejamento de investir no exterior

Acredito que a principal dúvida para quem deseja investir no exterior seja realmente por onde começar. Apesar de haver muita coisa publicada neste site, incluindo duas centenas de artigos e cinco e-books, ainda recebo muitas dúvidas relacionadas aos primeiros passos.

Resolvi escrever esse texto para que o seu início nos investimentos internacionais seja feito de forma mais organizada e tranquila. E mesmo que você já tenha investimentos no exterior, espero que ele o ajude a avaliar como está sendo a sua abordagem.

Organização e consistência são as chaves para você montar uma carteira de investimentos que seja adequada aos seus objetivos e que, ao mesmo tempo, seja fácil de acompanhar no decorrer dos anos.

O primeiro passo

Antes de mais nada, é preciso que você conheça todos os tipos de investimentos disponíveis no exterior. Para isso, eu sugiro que você leia algumas páginas já publicadas e que explicam detalhadamente os diferentes tipos de ativos que você pode comprar com uma conta em banco ou corretora no exterior.

Podemos separar inicialmente em seis classes principais:

Uma vez conhecidos os investimentos, você terá subsídios para escolher aqueles mais adequados para investir, sempre visando seus objetivos e sua tolerância a risco. Nunca tire de mente seus objetivos e sua tolerância a risco. Explicarei com mais detalhes adiante.

Escolhendo a sua casa

Agora que você já conhece os investimentos, deve escolher em qual instituição financeira abrir conta.

Escrevi uma série de artigos que até o momento possui 12 partes, mostrando alguns bancos e corretoras disponíveis mundo afora e que aceitam clientes do Brasil.

A série se chama Como abrir uma conta bancária no exterior e depois você pode lê-la com calma. Procure identificar a instituição que esteja adequada ao seu perfil, seja pela questão patrimonial, seja pela questão dos custos ou por quais tipos de investimento estão disponíveis. Se você deseja comprar Bonds (Equivalentes às nossas debêntures), você não deve abrir conta em uma corretora que não permita comprá-los. Você irá se decepcionar.

Definindo seus objetivos

Antes de realizar qualquer tipo de investimento, você precisa primeiro definir seus objetivos. Decida se você quer fazer operações de curto prazo, se você quer criar patrimônio por meio de investimentos de longo prazo, se quer focar em renda ou se deseja apenas lucrar com a valorização das ações.

Definir o seu objetivo é fundamental para que você não se perca. Quantas vezes não ouvimos pessoas comprando ações e, logo depois das mesmas caírem, tomarem a seguinte decisão “agora vai ficar para o longo prazo”? Ou então o clássico “Você esperar empatar para não ter prejuízo”.

Se você for fazer trade, defina sua estratégia antes, seus pontos de entrada, pontos de saída, stop-loss, stop-gain, etc. Faça uma coisa bem embasada e bem organizada. Não faz o menor sentido um trade mal feito virar uma posição de longo prazo. Se for uma posição de longo prazo, também não faz o menor sentido você vender porque subiu 10% ou porque caiu 10%.

Se a sua estratégia for receber renda em moeda forte, defina se deseja uma renda menor agora, mas que se torne maior no futuro, ou se deseja uma renda maior agora e de menor crescimento no futuro.

Uma vez definidos os seus objetivos, procure anotá-los. É comum vermos investidores de sucesso dizendo que definiam e anotavam seus objetivos desde seus inícios de carreira. Esse tipo de definição evita que você se desvie deles por algum investimento da moda, por outras estratégias que não combinam com você ou por fatores emocionais nos momentos de maior estresse dos mercados.

Quantas vezes não vemos pessoas perderem a cabeça no pico de uma crise e acabarem vendendo as ações que tinham comprado para longo prazo simplesmente porque elas estavam desvalorizando muito forte naquele momento?

No caso das ações, você deve saber exatamente porque você a está comprando. Qual a tese de investimento em cima dela? Vou dar um exemplo. Vou comprar ação da empresa XYZ, porque ela tem ótimos produtos, é longeva, possui boas margens, o lucro tem crescido ano a ano e distribui dividendos crescentes há mais de 20 anos.

Definindo seu perfil de risco

Além de definir os seus objetivos você deve também definir o seu perfil de risco. Em geral temos três perfis de risco:

Conservador é aquele que não tolera alta volatilidade, não tolera desvalorizações fortes em seus ativos. Ele se contenta com ganhos mais modestos desde que não sofra risco de perdas.

Agressivo é aquele que prefere encarar a alta volatilidade e fortes movimentações de preço nos seus ativos, mas que busca com isso ter também um retorno maior no longo prazo.

Moderado é aquele que até aceita uma certa volatilidade e algumas perdas, mas não tanto quanto o agressivo. Ele prefere em geral lucros na média do mercado.

Não adianta você se dizer conservador e comprar uma ação especulativa. Se a ação cair 10, 20 ou 30%, você poderá ter uma úlcera. Já no caso de um investidor mais agressivo, ele se sente confortável inclusive para aumentar a posição.

Também é comum vermos orientações no sentido de que as pessoas jovens devem ser mais agressivas e as pessoas mais idosas devem ser mais conservadoras. Esse raciocínio se baseia no seguinte raciocínio: os jovens teriam mais tempo para recuperar perdas do que investidores de idade mais avançada.

Eu já acho o oposto. Acredito que investidores jovens não devem ser agressivos. Quem está começando a construir patrimônio, não pode arriscar. Primeiro você constrói uma sólida base de investimentos conservadores, em renda fixa, ações e REITs Blue-Chips de menor volatilidade. Quando você tiver um patrimônio maior, mais sólido e gerador de renda, é que você deve começar a investir parte dele em ativos especulativos. Mesmo que o investimento fracasse, ele não irá impactar muito seu patrimônio como um todo.

Seja paciente

Ao definir seus objetivos, seu perfil e começar a investir, você deve ser paciente. No começo as coisas vão andando mais devagar mesmo. A curva de juros compostos começa andando bem lentamente e depois, conforme seu patrimônio cresça, é que ela começa a andar mais rápido. Lembre-se de que é uma função exponencial.

Além disso, é importante entender que, em se tratando de ações, certas teses de investimento podem demorar a acontecer. Inclusive é muito mais comum que elas aconteçam em períodos que você realmente não previu. É preciso ter paciência para mostrar-se certo.

Acompanhe seus investimentos

Uma vez com os investimentos feitos na alocação desejada, é preciso acompanhá-los. Ver se as empresas em que você investiu continuam produzindo resultados, seja distribuindo mais dividendos, ganhando mercado, criando novos produtos, abrindo novas unidades, etc.

Não deixe os resultados trimestrais lhe tirarem a noção do todo, da visão de longo prazo. Empresas que você pode considerar invencíveis hoje já passaram por períodos difíceis e precisaram mudar a direção ou se reinventar.

Também é preciso avaliar se as empresas estão se adaptando aos novos tempos, se seus produtos satisfazem os consumidores atuais. Sucessos passados não garantem sucessos futuros.

Você deve reconhecer situações adversas e ajustar sua carteira de acordo. Se determinada empresa perdeu seus diferenciais competitivos, se o setor apresenta muita concorrência, se as margens e a lucratividade caíram e a empresa não demonstrou capacidade de revertê-la, pode ser melhor vender a ação.

Por outro lado, se a ação começa a entregar resultados cada vez melhores, talves seja adequado aumentar os investimentos nela. Privilegie e fortaleça suas posições vencedores.

Enfim, você tem a obrigação de saber porque fez determinado investimento e acompanhá-lo frequentemente para saber se ele está no caminho que você inicialmente previu. Serve tanto para ações, como para renda fixa, REITs, etc.

Conclusão

Quando eu comecei a investir lá por volta de 2005-2006, eu não me organizava muito. Comprava ações, CDBs, investia em fundos, depois comecei a comprar FIIs, investir em LCIs, LCAs, etc sem ter muito em mente a visão da carteira como um todo. Por volta de 2013 é que comecei a distribuir tudo em planinha, a dividir os investimentos em classes, a planejar prazos de vencimento para os títulos de renda, etc é que ficou bem mais fácil fazer o acompanhamento e decidir onde fazer cada nova aplicação. E isto obviamente se refletiu nos resultados.

Portanto, planejar investimentos no exterior não difere muito do que você faz, ou pelo menos deveria fazer, no Brasil. Conhecer os investimentos, definir perfil e objetivos e moldar a sua carteira ao que você deseja e realmente pode suportar são passos fundamentais para se ter sucesso.” Raphael Monteiro, mentor de investimentos internacionais. Ajuda as pessoas a investirem no exterior de forma legal. Melhor ganhar em Dólar do que perder em Real.

E aí, bora começar no mercado de investimentos internacionais?

Grande abraço,

Ana Cristina Cruz – Mentora Mulheres Milionárias

Cristina Cruz - Mentora
[email protected] | Website | + posts

Idealizadora e CEO do Mulheres Milionárias. Mentora de negócios e carreira. Investidora internacional em três categorias (finanças, negócios, capital humano). Business advisor. Empreendedora nata. Especialista em comportamento humano. Desenvolveu um método que trabalha mindset milionário, empreendedorismo e felicidade simultaneamente. Após superar diversos abusos na infância e adolescência e também a dois atentados contra a sua vida, sua missão e propósito é transformar vidas pelo mundo ensinando que é possível virar o jogo.

Cristina Cruz - Mentora

Idealizadora e CEO do Mulheres Milionárias. Mentora de negócios e carreira. Investidora internacional em três categorias (finanças, negócios, capital humano). Business advisor. Empreendedora nata. Especialista em comportamento humano. Desenvolveu um método que trabalha mindset milionário, empreendedorismo e felicidade simultaneamente. Após superar diversos abusos na infância e adolescência e também a dois atentados contra a sua vida, sua missão e propósito é transformar vidas pelo mundo ensinando que é possível virar o jogo.

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